With The Beatles (1963)

Um disco melodramático. Mas fazem isso tão bem, que transformam essa palavra em elogio. O quarteto não possui apenas aquele saudosismo do rock clássico e nesse disco nos apresenta seu arsenal de peculiaridades. Grande feito, principalmente pra um disco lançado no mesmo ano do álbum de estreia.

It Won’t be Long

O que mais gosto é do refrão em coro e da pureza de que falei no outro disco, esse é o primeiro sinal de que são os Beatles. As letras do John mexem comigo pois as canções são rocks clássicos - leia-se guitarras do Chuck Berry - que falam sobre um passado solitário. A faixa que mais ouvi, fácil fácil, mas somente a segunda que mais gosto…

All I’ve Got to do

Balada de um amor exagerado. Adora esse clima e o Ringo é o cara que melhor se encaixa nessa banda. Sendo John também seria arrogante, ele tem o poder de deixar todo mundo meloso.

All My Loving

Não gosto. Acho que já ouvi demais, antes mesmo de começar a escrever esses comentários, e não adianta. É chata. :/

Don’t Bother me

Balada mais chorosa do disco. “Sei que ela será a única pra mim”, porra George faz assim não. :’(

Excelente.

Little Child

Acrescenta um pouco de agilidade ao álbum, With The Beatles é essencialmente lento. Diverte e só.

Till There Was You

Primeira das cinco covers desse disco, canção mais bonita que eles já trabalharam. Deve possuir algum significado oculto para o Paul, ele foi muito cuidadoso nessa gravação e acho que, na época, qualquer pessoa fora da Inglaterra encontrou nessa uma autêntica faixa dos Beatles. E por que não seria?

Please Mister Postman

Fiquei muito assustando quando descobri que não era deles. Foi pior quando soube que à época todo mundo sabia disso.
Mas é excelente, grudenta, refrão fácil… Sucesso automático, a música foi regravada por outras bandas e sempre voltava a Billboard. Mas são os Beatles e  eles cantam usando goma de mascar. Sem falar nos coros. Eu amo esses coros. 8)

Roll Over Beethoven

Chuck Berry é a influência mais visível pra mim, principalmente por já conhecer a guitarra do mestre do “Duck Walk”. O Beethoven teria aderido ao rock britânico que invadia os Estados Unidos naquele período. George, nunca duvidei de você.

Hold me Tight

Minha favorita desse álbum. Vou ali baixar um disco do “Ricardinho”. XD

Little Richards

You Really Got A Hold On Me

Um clássico, antes mesmo dessa gravação, que casa perfeitamente com a voz do John. Quando se pensa na pessoa de quem você gosta a mente é um labirinto, tudo é enxergado com uma lente de aumento e todos os outros sentimentos, sensações e emoções, se tornam mais intensos.

I Wanna be Your Man

A mais detestada até aqui, desse disco a pior. A letra é muito repetitiva e a voz do Ringo é enfadonha. Achei engraçada nas primeiras audições, mas se tornou insuportável nos últimos dias.

Que bom que existe uma versão dos Stones.

Devil in Her Heart

Muito boa, a que mais gosto do George, mesmo sendo um cover. Ela tem o demônio no coração e vai te despedaçar… Adiantasse avisar, né? :|

Not a Second Time

Um fora bem dado. Você só erra uma vez, a partir da segunda vez, não é mais um erro, é uma escolha. O piano dá uma certa dramaticidade, massa.

Money (That’s What I Want)

A queridinha, essas backing vocals me ganharam desde o primeiro momento. Quebra um pouco o clima “bukowskiano” das duas faixas anteriores e fecha o disco muito bem obrigado.

A Saucerful of Secrets (1968)

A coisa ficou mais cósmica do que no primeiro álbum. Me incomodou um pouco a quantidade de faixas, poderia viajar por mais tempo (espero não arrepender disso à seguir —’). Reencontrei a ficção científica. Os arranjos são muito cuidadosos, meus ouvidos se acostumaram ao sotaque britânico. (8

Let There Be More Light

Completamente viciado no riff introdutório. Dá uma vontade de ativar o “repeat” e sair caminhando. “As Lucy in the sky”, um dos pontos altos desse disco. Dá até pra ouvir o Mulder dizendo “the truth is out there”. XD

Remember a Day

Pra mim é uma música sobre ter esperanças e sonhos, a introdução é extremamente onírica. O primeiro “blow away” no final é apaixonante, além de ser um das minhas expressões favoritas da língua inglesa. Em tempo: “Queen you shall be it if you wish, look for your king”, me levou pra Chico e Nara em João e Maria (também sobre sonhos, ao menos)Minha predileta.

Set the Controls for the Heart of the Sun

Sem dúvida uma base para o heavy metal, belíssimos timbales do Nick Mason e o arranjo com o órgão. Uma das canções mais bonitas que eles já fizeram até aqui, “Over the mountain watching the watcher”…
Uatu, The Watcher 

Corporal Clegg

Chatinha, não consigo gostar dessa faixa. O arranjo com os apitos é exótico e só.

A Saucerful of Secrets

Minha eterna trilha sonora para Carrie, A Estranha. A nave que partiu em Interstellar Overdrive se perdeu no espaço e terminou num grande cemitério.

See Saw

A melhor surpresa, uma balada azul e belíssima. Flores de plástico serão sempre penosas, tão determinadas a ser outra coisa. :/

Jugband Blues

Apitos de novo. Mais discretos, hum. “And i love the queen”, entendo onde querem chegar. o mar não é verde, ele é azul! (Mesmo nos meus sonhos).